Congenito.
-
Correndo e correndo, fugindo pra onde?
Nao se sabe de que estamos..
Correndo e vivendo, bebendo da fonte
e a agua da vida secou nos meus labios
Eu tentei entender minha cabeça,
mas é loucura pensar que estamos sãos
E por achar isso importante demais
deixei a vida levantar do meu colchao.
Dormindo no berço das horas estamos todos nós
e pra mim, ja é hora de acordar.
Adeus, já vou, tchau.
(Heitor Cardoso)
segunda-feira, 19 de maio de 2008
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Instantaneo

Mera Distraçao
Seu jeito tao discreto me atrai
seus olhos sempre inquietos me distraem
tua boca tao bonita e tao vulgar me convidam pra uma noite de prazer
Te vi tao poucas vezes nada mais;
um só dialogo feito se desfaz
se eu te vejo e voce é incapaz de me notar
Eu e voce apenas pura atraçao, a vida é curta e voce é mera distraçao
Tipo perfeito, de mulher imperfeita pra mim
Se o teu olhar carente corta o meu, baixo a cabeça, desfarço, passo direto por voce
Teus olhos sempre inquietos nao me veem
e eu fico arrependido por te ver passar assim
E eu digo - 'vem ver mais um por do sol comigo, um solitario, sou apenas eu e voce'
Eu sei que vale a pena a distraçao, o que hoje nao se faz por uma noite de prazer
Eu e voce apenas pura atraçao, a vida é curta e voce é mera distraçao
Tipo perfeito, de mulher imperfeita pra mim
(Teo Malvine ; Heitor Cardoso)
terça-feira, 6 de maio de 2008
Apenas mais um aforismo...
Bem, Flamengo mais uma vez ganha. Multidoes saem nas ruas empunhando bandeiras, gritando pros quatro cantos que amam o time. Antes de começar queria deixar bem claro que o que me impulsiona nao é o fato de eu ser Vascaino \o/ Vou me aventurar agora numa area onde confesso nao ter muito conhecimento, mas o que vale é pathos.
Domingo a noite, depois de vinho e cigarros (e supracitando: baderna incessante por parte dos flamenguistas!), mas uma vez cai em uma das minhas 'bobeiras filosoficas'. Estamos em pleno seculo XXI, em breve, mudanças (especialmente economicas - que logo implicarao em sociais -,) drasticas acontecerão que vao modificar bruscamente o modo de vida do brasileiro, e o problema em si nao sao as mudanças, mas sim as atitudes da populaçao.
Nao é de hoje que o bem estar do povo (especialmente dos menos abastardos) é ameaçado graças a política - logo ela que deveria servir de auxílio - e os pseudo-despotas que teimam em querer reinar soberanos, devastando uns aos outros, numa carnificina incessante. Enquanto os elefantes brigam as formigas assistem de camarote a morte chegar, e infelizmente, nesse jogo a bola da vez é a apatia. O comodo tomou conta do brasileiro. Me sinto até envergonhado de usar essa palavra "comodo", dado a situaçao financeira da maioria.
Bons tempos em que nossos pais vestiam a camisa na luta em busca de seus direitos, e empunhavam a bandeira da açao, da liberdade, da atitude. A vida tinha bem mais sentido naqueles dias, imagino.
Como ja nao bastasse utilizar-se do 'ócio' (palavra errada, acho) de forma indevida, o 'adolescente sec. XXI' subverteu a liberdade que herdou, transformou-a em libertinagem. Acho que nao há nada mais frustrante do que lutar em vâo, e acho que é mais ou menos assim que meus pais e avós se sentem quando vêem o noticiario anunciando que grupo de jovens espancou domestica, ou coisa similar.
Todo esse caos e descaso é contrastado ainda com o vampirismo político, que crava no pescoço do nosso Brasil-naçao seus caninos sedentos. A cada novo dia nos aparece um Robin Hood, um novo redentor, com promessas de mudança, mas quando conseguem algo, a mascara sempre acaba caindo e a figura que se revela é algo muito mais horrendo do que a criaçao do proprio Bram Stoker.
Falta sentimento, falta coragem e falta perspectiva para o jovem brasileiro, no que diz respeito ao futuro do país; se realmente sao o futuro da naçao, parece que o fim está proximo.
Fazendo entao uma especie de auto-retrato, gostaria de terminar citando Gessinger:
"Pertenço a um pais que nao me pertence."
(Engenheiros do Hawaii - A Conquista do Espaço)
Domingo a noite, depois de vinho e cigarros (e supracitando: baderna incessante por parte dos flamenguistas!), mas uma vez cai em uma das minhas 'bobeiras filosoficas'. Estamos em pleno seculo XXI, em breve, mudanças (especialmente economicas - que logo implicarao em sociais -,) drasticas acontecerão que vao modificar bruscamente o modo de vida do brasileiro, e o problema em si nao sao as mudanças, mas sim as atitudes da populaçao.
Nao é de hoje que o bem estar do povo (especialmente dos menos abastardos) é ameaçado graças a política - logo ela que deveria servir de auxílio - e os pseudo-despotas que teimam em querer reinar soberanos, devastando uns aos outros, numa carnificina incessante. Enquanto os elefantes brigam as formigas assistem de camarote a morte chegar, e infelizmente, nesse jogo a bola da vez é a apatia. O comodo tomou conta do brasileiro. Me sinto até envergonhado de usar essa palavra "comodo", dado a situaçao financeira da maioria.
Bons tempos em que nossos pais vestiam a camisa na luta em busca de seus direitos, e empunhavam a bandeira da açao, da liberdade, da atitude. A vida tinha bem mais sentido naqueles dias, imagino.
Como ja nao bastasse utilizar-se do 'ócio' (palavra errada, acho) de forma indevida, o 'adolescente sec. XXI' subverteu a liberdade que herdou, transformou-a em libertinagem. Acho que nao há nada mais frustrante do que lutar em vâo, e acho que é mais ou menos assim que meus pais e avós se sentem quando vêem o noticiario anunciando que grupo de jovens espancou domestica, ou coisa similar.
Todo esse caos e descaso é contrastado ainda com o vampirismo político, que crava no pescoço do nosso Brasil-naçao seus caninos sedentos. A cada novo dia nos aparece um Robin Hood, um novo redentor, com promessas de mudança, mas quando conseguem algo, a mascara sempre acaba caindo e a figura que se revela é algo muito mais horrendo do que a criaçao do proprio Bram Stoker.
Falta sentimento, falta coragem e falta perspectiva para o jovem brasileiro, no que diz respeito ao futuro do país; se realmente sao o futuro da naçao, parece que o fim está proximo.
Fazendo entao uma especie de auto-retrato, gostaria de terminar citando Gessinger:
"Pertenço a um pais que nao me pertence."
(Engenheiros do Hawaii - A Conquista do Espaço)
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Agonize em Paz.
' Hey hey, my my
Rock and roll can never die
There's more to the picture
Than meets the eye.
Hey hey, my my.
Out of the blue and into the black
You pay for this, but they give you that
And once you're gone, you can't come back
When you're out of the blue and into the black.
The king is gone but he's not forgotten
Is this the story of Johnny Rotten?
It's better to burn out 'cause rust never sleeps
The king is gone but he's not forgotten.
Hey hey, my my
Rock and roll can never die
There's more to the picture
Than meets the eye.
Hey hey, my my.'
~ Bem, pra inaugurar aqui o blog, composiçao de uns dos genios da musica, que ganhou renome no finzinho da decada de 60 chegando na de 70 ja - e que vitoriosamente continua na batalha - o grande e multifacetado Neil Young (quem sabe nao dedico um post a ele quando eu ficar mais ferinha \o/ ).
A musica do post nao foi escolhida a toa, e a razao pra tal escolha é simples, ela é só mais um remedio pra angustia que eu sinto sempre que saio na rua e me deparo com a triste realidade do cenario musical.
Hoje no meio da aula de matematica *cursinho* me peguei cantarolando "Toda Forma de Poder" do Engenheiros do Hawaii (salve Gessinger!), quando me toquei que tava atrapalhando a mocinha que sentava ao meu lado,
voltei a cantar dentro da minha cabeça (nao sou maluco, juro!) e comecei a refletir. Bons tempos em que fazer musica era algo mais relevante, onde a musica era instrumento da liberdade, de uma expressao significativa.
Agora que eu parei pra pensar, parece que Gessinger tava falando do nosso futuro cultural quando cantou 'Eu presto atençao no que eles dizem mas eles nao dizem nada';
estamos como cegos num classico western, e o mocinho do filme é que nos vendou.
(...)
Mais triste ainda fica minh'alma (\o/) quando eu penso na produçao cultural que a proxima geraçao vai herdar: bandinhas como Strike, ForFun, - e só pra nao dizer que nao lembrei das rosas - Sorriso Maroto (...)
'musicas' que sao quase deusificadas como 'Créu' , 'Rap das Armas', e tantas outras criaçoes sem sentido algum e que sao verdadeiros tiros à queima roupa disparados contra a cultura e a indole.. As vezes da ate vontade de restaurar a censura :~
E pensar que eu achava que meu pai *(conhecedor profundo de Beatles \o/) nao sabia o que ele dizia quando ele me via escutando esses manés pop's do momento.
È tudo muito triste, mas eu nao culpo os jovens; afinal, eles sao forçados a escolher seus herois num cenario onde o niilismo prevalece.
. A mídia vai matar a musica, escreve o que eu to falando... Enquanto isso, que ela agonize em paz.
Assinar:
Postagens (Atom)